Neste dia, em 1970, o Papa Paulo VI proclamava Santa Catarina de Sena como Doutora da Igreja

Santa Catarina de Sena (1347–1380), nascida Caterina Benincasa, foi uma figura extraordinária do final da Idade Média, uma época de grande turbulência política e eclesiástica, marcada pelo Cisma do Ocidente e pela “Cativeiro de Avinhão” dos papas. Leiga dominicana, mística, filósofa, teóloga, pacificadora e ativista política, Catarina destacou-se pela sua coragem inabalável, visões místicas e a sua influência direta sobre papas e reis. A sua vida de ação e contemplação valeu-lhe o reconhecimento da Igreja Católica, que a declarou Doutora da Igreja Universal, um feito notável para uma mulher leiga do século XIV.

Neste dia, em 1376, o Papa Gregório XI, convencido por Santa Catarina de Sena, decidia regressar o papado para Roma

A história do Papado de Avignon, que manteve a sede papal em França durante quase sete décadas, encontrou o seu ponto de viragem decisivo não através de exércitos ou de pressões políticas de reis, mas pelo fervor místico e pela determinação de uma mulher simples: Santa Catarina de Sena. O seu encontro com o Papa Gregório XI no verão de 1376 foi um momento crucial que mudaria o curso da história da Igreja, culminando no regresso da Cátedra de Pedro a Roma.

Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja

Santa Catarina de Siena foi uma figura proeminente na história da Igreja Católica, reconhecida pela sua profunda espiritualidade, trabalho de caridade e influência política. Catarina de Siena é uma das figuras mais destacadas do catolicismo medieval, pela forte influência que teve na história do papado. Ela está por trás do regresso do papa de Avignon a Roma e, em seguida, realizou inúmeras missões confiadas pelo papa, algo bastante raro para uma simples freira na Idade Média.