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Da genética ao clima, o que a Igreja passou a condenar na era moderna

Se na Idade Média a preocupação da Igreja se centrava no uso de um garfo ou na audição de certas notas musicais, o século XXI trouxe desafios éticos de uma escala global e tecnológica sem precedentes. A moralidade cristã, embora alicerçada em princípios antigos, tem-se adaptado para responder às complexidades do mundo atual. Mais do que focar-se apenas em falhas individuais, as novas diretrizes eclesiásticas apontam agora para “pecados sociais”, atos que têm impacto na sobrevivência do planeta, na dignidade da ciência e na justiça económica

Descobre os Museus do Vaticano sem sair de casa neste Dia Internacional dos Museus

No âmbito das celebrações globais do Dia Internacional dos Museus, instituído pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus), as atenções viram-se inevitavelmente para um dos maiores complexos artísticos do planeta. Localizados no coração do Estado da Cidade do Vaticano, os Museus do Vaticano não são apenas um repositório de relíquias religiosas; constituem um património cultural da humanidade que transcende fronteiras e eras.

O primeiro ano de pontificado do Papa Leão XIV: entre clareza, firmeza e recentramento da Igreja

Hoje assinala-se o primeiro ano de pontificado do Papa Leão XIV, um momento privilegiado para olhar com atenção para o caminho já percorrido e para a direção que começa a delinear-se. Ao longo destes doze meses, mais do que acontecimentos isolados, foi-se revelando uma visão consistente sobre a missão da Igreja no mundo atual. Num contexto exigente, marcado por desafios internos e externos, este primeiro ano permite já perceber um traço essencial deste pontificado: não uma rutura nem uma simples continuidade, mas uma Igreja centrada em Cristo, fiel à sua identidade e chamada a uma renovação interior profunda.

Usar o garfo ou beber café, as proibições mais bizarras da história da Igreja

Ao longo de dois milénios, a Igreja Católica exerceu um papel central na definição da moralidade ocidental. No entanto, aquilo que hoje consideramos pecados graves nem sempre coincidiu com as proibições do passado. Entre decretos papais e interpretações rigorosas das Escrituras, a linha entre o sagrado e o profano atravessou, muitas vezes, territórios inusitados: desde o uso de utensílios domésticos até ao consumo de bebidas estimulantes. Para o olhar moderno, certas proibições históricas podem parecer excêntricas ou puramente arbitrárias, mas cada uma delas revela as tensões políticas, culturais e espirituais do seu tempo.