Neste dia, em 2013, eram reabertas as Catacumbas de Priscila após anos de restauro

Sob o bulício da moderna Via Salaria, em Roma, esconde-se um dos tesouros mais fascinantes da cristandade. As Catacumbas de Priscila, justamente apelidadas de “Rainha das Catacumbas”, representam não apenas um cemitério antigo, mas uma galeria de arte e fé que sobreviveu ao tempo. A sua reabertura em novembro de 2013 marcou o início de uma nova era na preservação do património subjacente à Cidade Eterna.

Neste dia, em 1965, cerca de 40 bispos assinaram o Pacto das Catacumbas

A 16 de novembro de 1965, a poucos dias do encerramento do Concílio Vaticano II, um grupo de cerca de 40 bispos de todo o mundo reuniu-se nas Catacumbas de Santa Domitila, em Roma. Longe das luzes da Basílica de São Pedro e do fausto cerimonial do Vaticano, estes prelados celebraram a Eucaristia no silêncio dos túmulos dos mártires. No final da celebração, assinaram um documento que viria a mudar o curso da história eclesiástica moderna: o Pacto das Catacumbas.

Neste dia, em 2019, o Papa Francisco celebrava uma missa nas Catacumbas de Priscila

No dia 2 de novembro de 2019, o Papa Francisco quebrou uma tradição pessoal. Pela primeira vez desde o início do seu pontificado, em vez de celebrar a Missa de Fiéis Defuntos num cemitério monumental de Roma ou no Vaticano, o Santo Padre decidiu descer ao subsolo da Via Salaria para visitar as Catacumbas de Priscila. Este gesto, carregado de simbolismo, marcou a sua primeira visita oficial a uma catacumba enquanto Papa.

Neste dia, em 1965, o Papa Paulo VI realizava uma visita histórica às Catacumbas de Roma

Em 12 de setembro de 1965, a Igreja Católica vivia um momento de profunda transformação. O Concílio Vaticano II aproximava-se da sua quarta e última sessão, e o mundo aguardava os novos rumos da instituição. Foi neste cenário que o Papa Paulo VI realizou um gesto de forte carga simbólica: desceu às profundezas da Via Appia para visitar as Catacumbas de Domitila e de São Calisto.

Neste dia, em 1578, era descoberta a primeira das Catacumbas de Roma

A história da Igreja Católica não se escreve apenas sob as cúpulas douradas das basílicas, mas também no silêncio húmido das galerias de tufo que serpenteiam o subsolo de Roma. Durante séculos, estas necrópoles paleocristãs foram o coração pulsante de uma fé perseguida, servindo de refúgio para a memória dos mártires e de berço para a arte cristã. Contudo, após um longo período de abandono, foi necessário um misto de acaso e determinação institucional para que este património fosse devolvido ao mundo, transformando-se num símbolo de renovação espiritual que continua a ecoar nos gestos dos Papas contemporâneos.

Neste dia, em 1854, o Papa Pio IX era o primeiro pontífice a visitar as catacumbas de Roma

As catacumbas de Roma constituem um dos mais preciosos tesouros arqueológicos e espirituais do cristianismo primitivo. Escavadas a partir do século II, estes cemitérios subterrâneos guardam não só os restos mortais de inúmeros mártires e santos, mas também testemunhos únicos da fé e da vida das primeiras comunidades cristãs. Entre os muitos momentos marcantes ligados às catacumbas, destaca-se a visita do Papa Pio IX, que não só reforçou o interesse da Igreja nestes lugares santos como também lhes conferiu um novo protagonismo na vida e identidade católica.

Neste dia, em 1854, era descoberta a Cripta dos Papa nas Catacumbas de São Calisto

As Catacumbas de São Calisto, situadas na Via Ápia Antiga, em Roma, não são apenas um monumento de arqueologia cristã; são o testemunho silencioso da fé dos primeiros séculos. Este complexo, que se estende por cerca de 20 quilómetros de galerias em quatro níveis, guarda a memória de mártires e pontífices, tendo passado por um ciclo fascinante de glória, esquecimento e redescoberta.