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Neste dia, em 2014, João XXIII e João Paulo II eram canonizados no “dia dos quatro papas”

A 27 de abril de 2014, na Praça de São Pedro, em Roma, realizou-se uma das celebrações mais marcantes da história contemporânea da Igreja Católica: a canonização conjunta de São João XXIII e São João Paulo II. O acontecimento ficou conhecido como o “dia dos quatro papas”, pois contou com a presença do Papa Francisco, que presidiu à cerimónia, e do Papa Emérito Bento XVI, que concelebrou. Pela primeira vez, dois papas vivos estiveram juntos para proclamar santos dois dos seus predecessores.

Neste dia, em 1990, era rezada pela primeira vez a Via Lucis

Embora a Ressurreição seja o pilar central do Cristianismo, a piedade popular tardou em desenvolver um exercício devocional que espelhasse a Via Sacra. Foi apenas no final do século XX que este vazio foi preenchido pela Via Lucis (Caminho da Luz). Se a sua génese teórica remonta a 1988, foi o dia 27 de abril de 1990 que marcou o nascimento da sua expressão comunitária e solene, num cenário de profunda carga simbólica: as Catacumbas de São Calisto, em Roma.

Santa Zita, padroeira das empregadas domésticas e das donas de casa

No vasto catálogo de santos da Igreja, muitos são recordados pelas suas grandes obras teológicas, pelo martírio heroico ou pela fundação de ordens religiosas. No entanto, a figura de Santa Zita, celebrada a 27 de abril, destaca-se por um caminho de santidade muito mais silencioso e próximo da realidade comum: o trabalho doméstico vivido como uma oração contínua.

Neste dia, em 1248, a Coroa de Espinhos era depositada na Sainte-Chapelle em França

A Coroa de Espinhos de Cristo é uma das mais veneradas relíquias da Igreja. Segundo a tradição, foi colocada na cabeça de Jesus durante a Paixão, em sinal de escárnio, pelos soldados romanos. O objeto original era provavelmente formado por um feixe de ramos flexíveis, possivelmente de juncos ou de uma planta do género Ziziphus spina-christi, comum na Palestina.

Neste dia, em 1950, o Papa Pio XII proclamava Santo Afonso Maria de Ligório padroeiro dos confessores

Santo Afonso Maria de Ligório (1696–1787) é uma das figuras mais influentes da espiritualidade, da teologia moral e da pastoral católica. Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor (os Redentoristas), bispo, missionário incansável, teólogo brilhante e autor espiritual prolífico, tornou-se um guia seguro para gerações de confessores e moralistas. A sua relevância atravessa séculos, e a Igreja reconheceu formalmente essa importância de modo especial quando, a 26 de abril de 1950, o Papa Pio XII o proclamou Padroeiro celestial de todos os confessores e moralistas, coroando assim uma longa tradição de veneração e uso da sua doutrina no exercício pastoral.

São Pedro de Rates, primeiro bispo de Portugal e discípulo de São Tiago

São Pedro de Rates é venerado como o primeiro bispo de Braga e um dos primeiros evangelizadores da Península Ibérica. Segundo a tradição, foi discípulo direto de São Tiago Maior, o Apóstolo, que o teria nomeado bispo para difundir o cristianismo na região. O seu testemunho e martírio consolidaram a fé cristã em terras lusitanas, tornando-o uma figura central na história da Igreja em Portugal.

Neste dia, em 1467, ocorria o Milagre de Nossa Senhora do Bom Conselho

A devoção a Nossa Senhora do Bom Conselho, hoje espalhada por todo o mundo católico, tem a sua origem num evento extraordinário e milagroso ocorrido na pequena cidade de Genazzano, nos arredores de Roma, a 25 de abril de 1467. Este episódio transformou uma igreja local em ruínas num dos santuários marianos mais célebres de Itália e do mundo, centrado num afresco enigmático que desafiava as leis da física e da razão.

Neste dia, em 1722, o Papa Inocêncio XIII proclamou Santo Isidoro de Sevilha como Doutor da Igreja

Santo Isidoro de Sevilha (c. 560–636), nascido Isidorus Hispalensis, foi uma figura monumental na transição da Antiguidade para a Idade Média. Arcebispo de Sevilha, teólogo, historiador, legislador e enciclopedista, Isidoro destacou-se pela sua vasta erudição e pela sua incansável obra de preservação e sistematização do conhecimento clássico e cristão num período de grande declínio cultural após as invasões bárbaras na Península Ibérica visigótica. A sua influência na educação medieval foi incomparável, o que lhe valeu o reconhecimento da Igreja Católica, que o declarou Doutor da Igreja Universal.

Neste dia, em 1915, tinha início o massacre que ficou conhecido como o Genocídio Arménio

O Genocídio Arménio é amplamente reconhecido como um dos episódios mais sombrios da história moderna. Entre 1915 e 1923, o Império Otomano levou a cabo uma campanha sistemática de deportações, massacres e extermínio contra a população arménia, resultando na morte de cerca de 1,2 a 1,5 milhões de pessoas. Este acontecimento é frequentemente descrito como o primeiro genocídio do século XX, pela escala da violência e pela intenção deliberada de eliminar um povo.