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Neste dia, desde 1173, o Cinto de Nossa Senhora é exposto ao público

Entre as relíquias mais singulares e veneradas da cristandade encontra-se o Cinto de Nossa Senhora — também conhecido como Santo Cíngulo ou Cinto de São Tomé. Esta relíquia mariana, profundamente ligada à tradição da Assunção da Virgem Maria, é guardada na cidade italiana de Prato, na Toscana, onde há séculos desperta devoção, fé e peregrinação. A sua história mistura tradição apostólica, arte, milagres e até episódios de roubo e profanação, tornando-a um símbolo único do amor filial entre os cristãos e a Mãe de Deus.

Neste dia, em 1845, ocorria a primeira aparição de Nossa Senhora em Porzus

A protagonista desta história é uma menina simples e dócil chamada Teresa Dush, nascida em 11 de setembro de 1845 em Porzus, pequena localidade da região de Friuli, no nordeste da Itália. Foi batizada no mesmo dia do seu nascimento, para alegria dos seus pais, Giuseppe e Caterina Grimaz, que esperaram dezoito anos para ter um filho e viam-na como um verdadeiro presente de Deus.

Neste dia, em 1303, o rei francês Filipe IV sequestrava o Papa Bonifácio VIII

O sequestro do Papa Bonifácio VIII, ocorrido em 7 de setembro de 1303, ficou conhecido como a “Humilhação de Anagni” e é um dos episódios mais marcantes do fim da Idade Média, simbolizando o declínio do poder temporal dos papas e o fortalecimento das monarquias europeias — em particular, a de França, sob o rei Filipe IV, o Belo. Este acontecimento dramático marcou um ponto de viragem na relação entre o trono e o altar, que durante séculos havia oscilado entre aliança e rivalidade.

Neste dia, em 1921, era fundada a Legião de Maria

Entre os inúmeros movimentos e associações que floresceram na Igreja Católica ao longo do século XX, a Legião de Maria ocupa um lugar de destaque pela sua dimensão universal, pelo seu espírito mariano e pela sua fidelidade à missão evangelizadora da Igreja. Fundada em Dublin, Irlanda, a 7 de setembro de 1921, pelo leigo Frank Duff, a Legião nasceu com o desejo de formar um “exército espiritual” dedicado a Nossa Senhora, colocado ao serviço da Igreja e dos mais necessitados.

Neste dia, em 1258, a relíquia do dedo de São Tomé era transferida para Roma

Entre as relíquias mais veneradas do cristianismo encontra-se uma de profunda força simbólica e espiritual: o dedo de São Tomé Apóstolo, aquele que tocou as santas chagas de Jesus após a Ressurreição.
Guardada atualmente na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém (Santa Croce in Gerusalemme), em Roma, esta relíquia é um testemunho tangível da fé que nasce da dúvida — um sinal da misericórdia de Cristo que permitiu ao apóstolo “ver e crer”.

São Zacarias, o profeta que apontou para a vinda do Messias

São Zacarias, o profeta, é uma das figuras mais significativas do período pós-exílico do Antigo Testamento. O seu ministério profético insere-se num momento de grande reconstrução espiritual e material do povo de Israel, após o regresso do exílio babilónico. Com visões poderosas, mensagens de esperança e apelos à conversão, Zacarias ajudou a reanimar a fé de um povo desanimado, e apontou para a vinda do Messias.

Neste dia, em 1258, as relíquias dos ossos de São Tomé eram transladadas para a Itália

A história de São Tomé, frequentemente lembrado pela sua dúvida inicial sobre a Ressurreição de Cristo, é uma narrativa notável de fé que o levou aos confins do mundo conhecido. A sua vida terminou na Índia, onde sofreu o martírio, mas a história dos seus restos mortais é uma odisseia fascinante que atravessa continentes e séculos, desde Mylapore a Edessa, Chios e, finalmente, Ortona, em Itália, onde a maioria das suas relíquias repousa hoje.