Neste dia, em 1964, o Papa Paulo VI entregava à Igreja da Índia uma relíquia de São Tomé

A 4 de dezembro de 1964, a história da Igreja na Índia e a sede apostólica de Roma uniram-se num gesto de profunda reconciliação e reconhecimento histórico. Durante a sua visita a Bombaim (atual Mumbai) para o XXXVIII Congresso Eucarístico Internacional, o Papa Paulo VI realizou um ato sem precedentes: a devolução solene de uma relíquia de São Tomé Apóstolo, o fundador do cristianismo indiano. Este evento simbolizou a validação papal da herança apostólica da Índia e marcou um momento crucial no diálogo ecuménico da era do Concílio Vaticano II.

Neste dia, em 1258, a relíquia do dedo de São Tomé era transferida para Roma

Entre as relíquias mais veneradas do cristianismo encontra-se uma de profunda força simbólica e espiritual: o dedo de São Tomé Apóstolo, aquele que tocou as santas chagas de Jesus após a Ressurreição.
Guardada atualmente na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém (Santa Croce in Gerusalemme), em Roma, esta relíquia é um testemunho tangível da fé que nasce da dúvida — um sinal da misericórdia de Cristo que permitiu ao apóstolo “ver e crer”.

Neste dia, em 1258, as relíquias dos ossos de São Tomé eram transladadas para a Itália

A história de São Tomé, frequentemente lembrado pela sua dúvida inicial sobre a Ressurreição de Cristo, é uma narrativa notável de fé que o levou aos confins do mundo conhecido. A sua vida terminou na Índia, onde sofreu o martírio, mas a história dos seus restos mortais é uma odisseia fascinante que atravessa continentes e séculos, desde Mylapore a Edessa, Chios e, finalmente, Ortona, em Itália, onde a maioria das suas relíquias repousa hoje.