O Evangelho de hoje apresenta-nos uma das mensagens mais centrais de toda a fé cristã. São palavras simples, mas profundamente densas, dirigidas por Jesus a Nicodemos.
Aqui encontramos o coração do Evangelho: o amor de Deus pela humanidade e o desejo de salvar, e não de condenar.
Hoje somos convidados a escutar estas palavras como dirigidas a cada um de nós e a redescobrir a beleza de acreditar em Cristo.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 3, 16-18)
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».
Palavra da salvação.
Reflexão
O Evangelho começa com uma afirmação extraordinária: «Deus amou tanto o mundo…»
Não diz apenas que Deus ama.
Diz que ama tanto.
Um amor imenso, sem medida, que ultrapassa tudo o que conseguimos imaginar.
E esse amor não fica apenas nas palavras.
Torna-se concreto: «…que entregou o seu Filho Unigénito.»
Deus dá o que tem de mais precioso.
Dá o seu próprio Filho.
Este é o centro da nossa fé: um Deus que se entrega por amor.
Um amor que salva
Jesus explica o motivo dessa entrega: «Para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna.»
Deus não quer a perda de ninguém.
Quer a vida.
Quer a salvação.
Quer que todos encontremos o verdadeiro sentido da existência.
A vida eterna não é apenas algo para depois da morte.
É uma vida nova que começa já agora, quando vivemos em comunhão com Deus.
Deus não veio condenar
Jesus diz algo muito importante: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.»
Isto muda completamente a imagem que, por vezes, temos de Deus.
Deus não está à espera de condenar.
Não procura falhas para castigar.
Deus procura salvar.
Procura levantar.
Procura perdoar.
Procura dar uma nova oportunidade.
É um Deus de misericórdia.
A importância da fé
Mas Jesus também fala de uma realidade séria: «Quem acredita n’Ele não é condenado.»
E acrescenta: «Quem não acredita… já está condenado.»
Estas palavras não significam que Deus queira condenar alguém.
Significam que a fé é essencial.
Acreditar em Cristo é acolher a salvação.
Recusar essa fé é fechar-se ao dom que Deus oferece.
Deus respeita a nossa liberdade.
Oferece o amor… mas não o impõe.
A fé como relação
Acreditar não é apenas aceitar ideias.
É confiar.
É abrir o coração.
É deixar que Deus entre na nossa vida.
É viver uma relação com Cristo.
Quando acreditamos, a nossa vida muda.
Ganhamos esperança.
Encontramos sentido.
Descobrimos que não estamos sozinhos.
Conclusão
O Evangelho de hoje deixa-nos uma certeza fundamental: Deus ama-nos profundamente e quer salvar-nos.
Não nos condena, não nos rejeita, não desiste de nós.
Oferece-nos o seu Filho como caminho de vida.
Peçamos a graça de acolher este amor, de renovar a nossa fé em Cristo e de viver como verdadeiros filhos de Deus.
E que possamos responder com confiança a este amor, sabendo que n’Ele encontramos a vida que não passa.
Ámen.
