Como habitual, crianças do mundo inteiro são convidadas a rezar o Terço pela paz em outubro

Crianças de todos os continentes são novamente convidadas a participar na campanha anual “Um Milhão de Crianças Rezam o Terço pela Paz”, promovida pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (Fundação AIS). A iniciativa decorre todos os anos em outubro, com especial destaque para o dia 7 de outubro, festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário.

Razões porque devemos rezar o Terço

O Terço é uma das práticas de oração mais antigas e queridas da Igreja Católica, conhecido pela simplicidade e profundidade espiritual. Esta oração mariana convida os fiéis a meditarem nos mistérios da vida de Jesus e de Maria, enquanto repetem orações tradicionais. Ao longo dos séculos, o Terço tem sido uma fonte de força espiritual e consolo para milhões de pessoas, desde papas e santos até os fiéis comuns. Mas, por que rezar o Terço? E como essa prática pode transformar a vida espiritual de uma pessoa?

Neste dia, em 2002, foram introduzidos os Mistérios Luminosos no Rosário

A 16 de outubro de 2002 marcou um momento importante na história da devoção do Santo Rosário, com a introdução dos Mistérios Luminosos pelo Papa São João Paulo II. Através da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, o Santo Padre apresentou uma nova série de cinco mistérios à tradicional estrutura do Rosário, que até então contemplava apenas os Mistérios Gozosos, Dolorosos e Gloriosos.

Neste dia, em 2002, tinha início o Ano do Rosário proclamado pelo Papa João Paulo II

O ano de 2002 marcou o início de um período especial de aprofundamento espiritual para a Igreja Católica: o Ano do Rosário. Proclamado pelo Papa São João Paulo II, este tempo de graça estendeu-se de 1 de outubro de 2002 a 7 de outubro de 2003 (Festa de Nossa Senhora do Rosário), com o objetivo de revitalizar a recitação do Rosário, uma prática de piedade antiga, mas que o Papa considerava de vital importância para a vida da Igreja no terceiro milénio.

Neste dia, em 1569, o Papa Pio V promulgava uma bula que estabeleceu a devoção ao Rosário na Igreja

A 17 de setembro de 1569, o Papa Pio V emitiu a Bula Papal Consueverunt Romani Pontifices (“Os Romanos Pontífices costumavam…”). Este documento é um marco fundamental na história da devoção do Santo Rosário, formalizando a sua estrutura, estabelecendo a sua importância teológica e incentivando a sua recitação como uma arma espiritual poderosa para a Igreja e para o mundo.

São Domingos de Gusmão, aquele que recebeu o Rosário das mãos da Virgem Maria

São Domingos de Gusmão é uma das figuras mais marcantes da história da Igreja, conhecido principalmente como o fundador da Ordem dos Pregadores, mais conhecida como Ordem Dominicana. A sua vida foi profundamente marcada pela oração, pelo combate à heresia e pelo amor à verdade. A ele se atribui também a difusão do Rosário, tornando-se assim um exemplo de devoção mariana e zelo apostólico.

A história dos jesuítas que sobreviveram à bomba atómica em Hiroshima graças à oração do Rosário

No dia 6 de agosto de 1945, a cidade de Hiroshima, no Japão, foi alvo do primeiro ataque nuclear da história. A bomba atómica, lançada pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, devastou a cidade, matando instantaneamente dezenas de milhares de pessoas e causando uma destruição sem precedentes. No entanto, um pequeno grupo de Jesuítas, que vivia perto do epicentro da explosão, sobreviveu de maneira inexplicável, atribuindo a sua salvação à proteção divina por meio da oração do Rosário.