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Neste dia, em 1426, ocorria a primeira aparição da Nossa Senhora de Berico

O título “Nossa Senhora de Berico” (também usada a forma em italiano “Santa Maria di Monte Berico”) refere-se a uma das mais veneradas aparições marianas da Itália, situada nos arredores da cidade de Vicenza, na região do Véneto. A devoção que se gerou ali transformou o monte numa colina de peregrinação mariana e a imagem da Virgem numa protetora contra a peste e outras calamidades.

Neste dia, em 1970, a Santa Sé obteve o estatuto de Observador Permanente no Conselho da Europa

A presença da Santa Sé como Observador Permanente no Conselho da Europa constitui uma das mais antigas e significativas expressões da diplomacia pontifícia no continente europeu. Ainda que não seja membro pleno, a Santa Sé mantém uma relação formal, estável e profundamente enraizada com esta instituição desde meados do século XX, contribuindo de forma contínua para a promoção dos direitos humanos, da democracia e do primado da lei — os pilares fundadores do Conselho.

Neste dia, em 1922, a Capelinha das Aparições em Fátima era alvo de um ataque com bomba

A Capelinha das Aparições, erguida no local onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos em 1917, é o coração espiritual do Santuário de Fátima e símbolo da devoção mariana em Portugal e no mundo. Contudo, poucos sabem que este lugar sagrado foi alvo de um atentado com explosivos em 1922, quando uma bomba destruiu parcialmente a capelinha. O episódio, longe de abalar a fé dos fiéis, acabou por reforçar a devoção e consolidar a importância de Fátima como espaço de oração, sacrifício e conversão.

Santa Rosa de Viterbo, a jovem profetisa da fé

Santa Rosa de Viterbo é uma das santas mais veneradas em Itália, especialmente na cidade de Viterbo, onde viveu e deixou um profundo impacto com a sua fé e caridade. Apesar da curta vida, foi uma grande defensora da Igreja e tornou-se conhecida pela pregação destemida, pelos milagres e pelo amor ardente a Deus. Foi canonizada em 1457 pelo Papa Calisto III e continua a ser um símbolo de devoção e coragem cristã.

São João José da Cruz, mestre da mortificação e da humildade

A devoção a São João José da Cruz (1654–1734) é uma das mais ricas da tradição franciscana, celebrada no dia 5 de março. Ele foi um mestre da mortificação e da humildade, sendo um dos principais reformadores da Ordem dos Frades Menores na Itália. Membro da reforma alcantarina da Ordem Franciscana, este santo italiano do século XVII e XVIII personificou o ideal de despojamento absoluto, tornando-se um farol de espiritualidade num período de transição para a Igreja. A sua vida é um testemunho de que a verdadeira autoridade espiritual nasce da vitória sobre si mesmo e da caridade para com o próximo.

Neste dia, em 2021, o Papa Francisco visitava o Iraque onde foi alvo de dois atentados suicidas

Entre os dias 5 e 8 de março de 2021, o Papa Francisco realizou a primeira viagem papal ao Iraque, um país marcado por anos de conflito, perseguição de cristãos e reconstrução. Esta visita ganhou uma importância extraordinária tanto pelo seu valor simbólico como pelos riscos que envolvia. Por ocasião da publicação no final de 2024 de excertos da sua autobiografia, vieram também à luz os detalhes de tentativas de atentado contra ele durante essa jornada.

Neste dia, em 1966, uma entrevista de John Lennon gerou uma querela entre os Beatles e o Vaticano

A história da música e da Igreja Católica raramente se encontram em confronto direto, mas um dos episódios mais curiosos do século XX aconteceu entre o Vaticano e os Beatles, o lendário grupo britânico que revolucionou a cultura moderna. O incidente, conhecido como a “querela entre os Beatles e o Vaticano”, surgiu após uma declaração controversa feita por John Lennon em 1966, que provocou indignação em meios religiosos de todo o mundo — incluindo na Santa Sé

Neste dia, em 1979, o Papa João Paulo II publicava a sua primeira encíclica

Publicada a 4 de março de 1979, apenas quatro meses após a eleição do Papa João Paulo II, a Redemptor Hominis (“O Redentor do Homem”) marcou o início do seu pontificado e tornou-se o documento programático do seu magistério. Foi a primeira encíclica do Papa polaco e um texto de grande profundidade teológica, que apresentou a visão cristocêntrica e humanista que orientaria todo o seu pontificado.