Neste dia, em 1721, o cardeal Fabrizio Paolucci era eleito como Papa Inocêncio XIII

A 8 de maio de 1721, o fumo branco saído da Capela Sistina anunciava não apenas um novo Papa, mas o regresso de uma tradição que Roma ansiava há mais de cinquenta anos: a eleição de um aristocrata romano. Michelangelo dei Conti, que assumiria o nome de Inocêncio XIII, subiu ao sólio pontifício num dos conclaves mais politizados da Idade Moderna, trazendo consigo a promessa de uma governação austera e diplomática.

Neste dia, em 1722, o Papa Inocêncio XIII proclamou Santo Isidoro de Sevilha como Doutor da Igreja

Santo Isidoro de Sevilha (c. 560–636), nascido Isidorus Hispalensis, foi uma figura monumental na transição da Antiguidade para a Idade Média. Arcebispo de Sevilha, teólogo, historiador, legislador e enciclopedista, Isidoro destacou-se pela sua vasta erudição e pela sua incansável obra de preservação e sistematização do conhecimento clássico e cristão num período de grande declínio cultural após as invasões bárbaras na Península Ibérica visigótica. A sua influência na educação medieval foi incomparável, o que lhe valeu o reconhecimento da Igreja Católica, que o declarou Doutor da Igreja Universal.