Sabias que… o Papa Francisco foi o primeiro a usar um nome inédito em 1100 anos?

Quando o Cardeal Protodiácono apareceu à varanda da Basílica de São Pedro, a 13 de março de 2013, para anunciar o famoso “Habemus Papam”, o mundo não ficou apenas surpreendido pela nacionalidade do eleito. O nome anunciado — Francisco — marcou uma rutura histórica com uma tradição que durava há mais de um milénio.

O Fim de um Ciclo de Repetições

Desde o ano 914 d.C., altura em que o Papa Lando ocupou a cátedra de Pedro, todos os pontífices sem exceção tinham escolhido nomes de antecessores para marcar a sua continuidade (como João, Bento, Paulo ou Pio). Jorge Mario Bergoglio, ao escolher homenagear o “Pobrezinho de Assis”, tornou-se o primeiro Papa em cerca de 1100 anos a adotar um nome totalmente inédito.

Muitos confundem esta proeza com o caso de João Paulo I (1978), mas a diferença é técnica: João Paulo foi uma combinação de dois nomes já existentes. Francisco, pelo contrário, foi uma escolha singular e absoluta, sem numeração (Francisco I só passará a ser utilizado oficialmente se, no futuro, existir um Francisco II).

Porquê Francisco?

O próprio Papa explicou a origem da escolha poucos dias após a eleição. Enquanto a contagem dos votos terminava no Conclave, o seu amigo Cardeal Hummes abraçou-o e sussurrou: “Não te esqueças dos pobres”. Bergoglio confessou que, naquele momento, pensou imediatamente em São Francisco de Assis, o homem da pobreza, da paz e do cuidado pela criação.

Conclusão

Hoje olhamos para a escolha de Francisco como o primeiro sinal da “revolução da ternura” que ele viria a implementar. Ao quebrar um costume milenar de nomenclatura, ele sinalizou que a Igreja estava pronta para novos caminhos, sem medo de abandonar fórmulas antigas para abraçar os desafios da modernidade.

Esta curiosidade histórica recorda-nos que, no Vaticano, até um simples nome pode ser um programa de governo e um grito de reforma.

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