Neste dia, em 1935, Jesus ensinava o Terço da Divina Misericórdia à Irmã Faustina Kowalska

No silêncio do seu convento em Vilnius, a 13 de setembro de 1935, a Irmã Faustina Kowalska viveu um dos momentos mais impactantes da sua vida mística. No seu Diário (parágrafos 474-476), a santa polaca descreve uma visão aterradora: um anjo, enviado como executor da ira divina, estava prestes a castigar a Terra. Perante a gravidade dos pecados da humanidade, Faustina sentiu-se impelida a interceder. Foi nesse contexto de urgência espiritual que as palavras de uma nova oração lhe foram infundidas na alma, travando o braço do anjo e revelando que a misericórdia é a última tábua de salvação para o mundo.

A Estrutura da Oração Revelada

Jesus não entregou apenas um conjunto de palavras, mas uma via de sacrifício e união, Cristo instruiu-a formalmente sobre como rezar o Terço da Divina Misericórdia. Utilizando as contas de um terço comum, a oração começa com o Pai Nosso, a Ave Maria e o Credo. No entanto, o seu núcleo reside na oferta do “Corpo e Sangue, Alma e Divindade” de Jesus ao Eterno Pai. Esta fórmula não é apenas uma prece; é uma extensão do sacrifício eucarístico, onde o fiel se une à Paixão de Cristo para pedir perdão “pelos nossos pecados e pelos do mundo inteiro”.

Como Rezar:

Orações iniciais:
Pai Nosso… 
Ave Maria… 
Credo dos Apóstolos…

Nas contas grandes:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso muito Amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas pequenas:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende Misericórdia de nós e do mundo inteiro.

Oração final (reza-se três vezes e na terceira diz-se Amém)
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Promessas de Graça Infinita

A importância desta revelação em Vilnius reside nas promessas extraordinárias que Jesus lhe associou. Cristo afirmou a Santa Faustina que, através desta oração, tudo se pode alcançar, desde que esteja de acordo com a Sua vontade. O Terço da Misericórdia é especialmente poderoso junto dos moribundos. Jesus prometeu que, quando rezado junto de alguém que está a partir, Ele se colocará entre o Pai e a alma agonizante, não como Juiz justo, mas como Salvador misericordioso. É uma arma espiritual contra o desespero e um bálsamo para as almas mais endurecidas.

A Hora da Misericórdia e a Entrega

Embora o Terço possa ser rezado a qualquer momento, a tradição consolidou a sua recitação às 15h00, a Hora da Misericórdia, recordando o instante da morte de Cristo na Cruz. Rezar este terço exige de nós uma atitude de confiança absoluta. Não se trata de uma repetição mecânica, mas de um mergulho no oceano da bondade de Deus. Ao proclamarmos “Jesus, eu confio em Vós”, reconhecemos a nossa pequenez e abrimos as portas do nosso coração para que a graça divina possa transformar a nossa miséria em santidade.

Conclusão: Um Chamado à Intercessão

O relato da Irmã Faustina em Vilnius lembra-nos que nunca estamos sós nas nossas lutas. O Terço da Divina Misericórdia é um escudo espiritual e uma fonte de paz para os tempos conturbados que vivemos. Ao adotarmos esta prática diária, tornamo-nos apóstolos da misericórdia, intercedendo por aqueles que ainda não conhecem o amor de Deus. Que cada conta deste terço seja um passo firme em direção à esperança, confiando que a misericórdia de Deus é maior do que qualquer pecado.

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