Tempo Comum: Santificar o quotidiano no ritmo da Igreja

Muitas vezes, a palavra “comum” faz-nos pensar em algo sem importância, rotineiro ou até monótono. No entanto, no calendário litúrgico da Igreja Católica, o Tempo Comum é o período mais longo e um dos mais ricos para a nossa caminhada de fé. Longe de ser um tempo de menor relevância, é o espaço sagrado onde somos convidados a caminhar lado a lado com Jesus na Sua vida pública, acolhendo os Seus ensinamentos e milagres no nosso dia a dia.

Maio é o mês que a Igreja dedica a Maria

Em Maio, a Igreja celebra a devoção a Virgem Maria, Mãe de Deus. Durante todo o mês, os cristãos são convidados a olhar com sabedoria e fé para a figura da mulher humilde e escolhida por Deus, que com o seu “SIM”, transformou a história da humanidade. Em Portugal é sinónimo de Nossa Senhora de Fátima, pois foi a 13 de Maio de 1917 que Nossa Senhora fez a sua primeira aparição aos pastorinhos na Cova da Iria, em Fátima.

Dezembro, mês dedicado ao Natal

O mês de dezembro é especialmente significativo para os católicos, pois é inteiramente dedicado à preparação e celebração do Natal, um dos momentos mais importantes do calendário litúrgico. A Igreja Católica usa este tempo para promover a reflexão sobre o mistério da Encarnação, reforçando os valores da fé, da esperança e da caridade que guiaram a vinda de Jesus Cristo ao mundo.

Março é o mês dedicado a São José

Março é um mês particularmente especial para os católicos, pois é dedicado a São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo. O dia 19 está-lhe especialmente consagrado e dedicado também, por seu intermédio, a todos os pais. Esta devoção remonta a séculos na história da Igreja Católica, sendo reforçada em 1870 quando o Papa Pio IX declarou São José como padroeiro da Igreja Universal.

Janeiro, mês do Santíssimo Nome de Jesus

Todos os meses, a Igreja Católica tem um tema devocional. Janeiro é tradicionalmente dedicado ao Santíssimo Nome de Jesus, uma devoção que remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Esta prática está intimamente ligada à celebração da Circuncisão de Jesus, ocorrida oito dias após o Seu nascimento, conforme a tradição judaica, quando Lhe foi dado o nome de Jesus, que significa “Deus salva”.